História

Quando o nosso sacerdote/pastor Dom Luciano se deparou com o sofrimento dos adolescentes na antiga Febem do Tatuapé e com a realidade das crianças e adolescentes nos cortiços do Belém, Moóca e nas periferias dos bairros mais afastados percebeu que precisava fazer alguma coisa. A partir daí iniciou um trabalho de busca para encontrar quem iria assumir esta difícil missão. As primeiras a darem o Sim, foram as Religiosas, que deixaram a estrutura dos Colégios e vieram ao encontro dessas realidades pelo chamado do Pastor Dom Luciano.

Foram dados os primeiros passos: criou-se a Liberdade Assistida Comunitária, contando com inúmeros casais das paróquias, que passaram a acompanhar os adolescentes e suas famílias em suas saídas da Febem. Assim foi se estruturando na região a Pastoral do Menor, que contagiou o Brasil e em seguida a Pastoral da Criança.

Dom Luciano dizia: “O agente da Pastoral do Menor percebe à luz da fé, não só a dignidade das crianças, amadas por Deus, mas a predileção de Deus pelos pequenos. Ele nos ensina a amar e respeitar as crianças, ajudando-as a descobrir sua própria dignidade. Ao encontrarmos uma criancinha perdida na rua sentimos o dever e o desejo de auxiliá-la. Quem não experimenta a compaixão e procura fazer o bem? Mas, ao percebermos que esta criança é filha de um grande amigo nosso, cresce em nós a vontade e o desempenho de ajudá-la.”

O sim das religiosas das mulheres das CEBs desvelou as necessidades cada vez maior dessas crianças, adolescentes e famílias. Dom Luciano pensava “é preciso fazer mais”, além das doações e voluntariados. Na primeira oportunidade com o governador Franco Montoro e sua esposa Dona Lucy, Dom Luciano os levou a crer de que poderiam fazer algo diferente. Para isso era necessária uma Entidade. Iluminado pelo Espírito Santo, Dom Luciano se lembrou das ações sociais da Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto, liderada pela Assistente Social Maria José que eram realizadas já com Estatuto e utilidade pública, desde 1946.

Inicia-se assim o trabalho que conhecemos hoje, realizado pelo Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, que no decorrer dos anos, foi ampliando o olhar pra outros sofrimentos de abandono: para população de rua, para as crianças e adolescentes portadores do HIV, para adolescentes e jovens. Um mesmo olhar para o acolhimento em casas para bebês e outras para crianças maiores e adolescentes. Idosos, famílias em situação de rua e trabalho de abordagem da saúde nas ruas.